sábado, 5 de março de 2016

Luladrão basta de corrupção, sua hora chegou corrupto”


A Polícia Federal realiza  24ª fase da Operação Lava Jato no prédio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu filho Fábio Luíz Lula da Silva – também conhecido como Lulinha.Também há um mandado contra o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto. Essa fase da operação, batizada de Aletheia, referência a uma expressão grega que significa “busca da verdade”, apura se empreiteiras e o pecuarista José Carlos Bumlai favoreceram Lula por meio do sítio em Atibaia e o tríplex no Guarujá.

Lula foi levado de sua casa, mas não será ouvido em São Paulo. O ex-presidente é alvo de mandado de busca e apreensão e de condução coercitiva (quando o investigado é obrigado a depor). Os advogados dele tinham entrado com habeas corpus para evitar a medida, mas ele valia só para São Paulo, e não para Curitiba, de onde despacha o juiz federal Sergio Moro, conforme informações dadas à reportagem.

O ex-presidente reagiu bem quando a PF bateu à sua porta. Segundo relatos, o petista estava “tranquilo” dos momentos iniciais até a condução coercitiva.

Os carros da PF chegaram às 6h à sua casa, em São Bernardo. Quatro carros entraram na garagem do prédio e cerca de dez agentes ficaram na portaria. A mulher de Lula, dona Marisa, não está na condução coercitiva.
Cerca de 200 agentes da PF e 30 auditores da Receita Federal cumprem, ao todo, 44 mandados judiciais, sendo 33 mandados de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva no Rio de Janeiro, em São Paulo e na Bahia.
São investigados crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros, relacionados à Petrobras. A determinação da busca e apreensão é do juiz Moro, de Curitiba.
Na casa de Lulinha, em Moema, dois carros da PF e um da Receita Federal são usados na diligência. Os agentes chegaram ao prédio dele às 6h e não falaram com a imprensa. Moradores relatam movimentação intensa da PF no interior do prédio.
Há também agentes da PF no Instituto Lula e na Odebrecht. Há mandados para Atibaia e Guarujá, onde estão sítio e tríplex, respectivamente, além de Santo André e Manduri.
Sindicalistas estão protestando em frente à casa de Lula.

Nova fase da Lava Jato foca em pessoas diretamente ligadas a Lula

Além de Lula, de sua mulher Marisa Letícia e de seus filhos Sandro Luis, Fabio Luis (Lulinha), Marcos Claudio e Luis Claudio e noras, a operação teve outros alvos ligados ao petista.
Entre eles estão o diretor-presidente do Instituto Lula Paulo Okamotto, a diretora Clara Ant, que foi assessora especial de Lula quando ele foi presidente, e José de Filippi Jr, que foi secretario de saúde do prefeito Fernando Haddad (PT).
A reportagem apurou com integrantes da defesa do ex-presidente que Lula está sendo levado para o aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo), onde deve prestar depoimento à Polícia Federal.
Também estão na lista Léo Pinheiro, amigo pessoal de Lula e sócio da OAS, empreiteira que é investigada tanto no caso do tríplex em Guarujá (SP) quanto do sítio em Atibaia (SP), que tiveram despesas pagas pelas empresa, além dos empresários Jonas Suassuna e Fernando Bittar, donos formais do sítio e sócios do Fábio Luís, o Lulinha, filho do ex-presidente.
Empresas de Fernando Bittar e Jonas Suassuna também estão sendo investigadas. Entre elas está a Editora Gol, um dos maiores fornecedores do livros didáticos do Brasil, que pertence a Suassuna, e a BR4 Participações, em que Suassuna é sócio de Lulinha.
Também são investigadas empresas de Bittar, como a Coskin e a M7, além da Gamecorp, empresa que também tem em sociedade com Lulinha.
Na capital paulista, são 18 mandados de busca e apreensão e seis de condução coercitiva; em São Bernardo, cinco de busca e apreensão e dois de condução coercitiva; Atibaia, duas buscas e apreensões e uma condução coercitiva; Guarujá, uma busca e apreensão; Diadema, uma busca e apreensão e uma condução coercitiva; em Santo André, uma busca e apreensão, assim como em Manduri.
No Rio de Janeiro (RJ) estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Já em Salvador, na Bahia, são duas buscas e apreensões e uma condução coercitiva.



Ação contra Lula vem no dia seguinte à delação de Delcídio

A investigação que atinge em cheio o principal nome do PT ocorre um dia depois de vir à tona a delação do ex-líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (sem partido-MS) na qual o parlamentar afirma que a presidente Dilma Rousseff teria atuado para interferir nas investigações no Judiciário e de que Lula teria pedido para ele procurar o filho de Nestor Cerveró para evitar que o ex-diretor da estatal não implicasse José Carlos Bumlai.
Detalhes do acordo foram veiculados pelo site da revista “IstoÉ”, que publicou reportagem com trechos dos termos de delação. A informação de que Delcídio fechou acordo de delação premiada foi confirmada à Folha por pessoas próximas às investigações da Lava Jato.
O senador também diz que Dilma Rousseff usou sua influência para evitar a punição de empreiteiros, ao nomear o ministro Marcelo Navarro para o STJ. O ministro Teori Zavascki, do STF, decidirá se homologa ou não a delação.
Ainda segundo o senador, que foi solto recentemente pelo Supremo após ser preso em flagrante por tentar prejudicar as investigações, o ex-presidente teria demonstrado preocupação com as investigações da Operação Zelotes sobre compra de Medidas Provisórias em seu governo e que envolvem seu filho Fábio Luís Lula da Silva e pedido para ele evitar que os lobistas investigados no esquema fossem convocados para depor na CPI do Carf no Senado.

Operação Aletheia investiga obras em sítio e tríplex ligados a Lula

A 24ª fase da Operação Lava Jato, nomeada Operação Aletheia, foi deflagrada com base em investigações sobre a compra e reforma de um sítio em Atibaia frequentado pelo ex-presidente Lula, o fato de sua mudança ter sido transportada para o local e a relação desses episódios com empreiteiras investigadas, além da relação dele com um tríplex no Guarujá reformado pela OAS.
A OAS também pagou durante cinco anos pelo aluguel de oito guarda-móveis usados para armazenar parte da mudança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ele deixou o Palácio do Planalto no segundo mandato. No período, a empreiteira teria desembolsado cerca de R$ 1,2 milhão pelos contêineres, ao custo mensal de R$ 20 mil.
A mudança ficou armazenada no pátio da empresa Três Poderes, firma ligada ao grupo Granero Transportes, até o início deste ano, conforme informações dos investigadores. Apenas vinhos, que estavam acondicionados em um box climatizado, foram retirados anteriormente e levados para um sítio em Atibaia frequentado pelo ex-presidente quando a reforma de uma adega ficou pronta.
A cozinha do sítio foi reformada pela OAS, que fez pagamento em dinheiro vivo à empresa Kitchens. A propriedade rural também recebeu reformas da Odebrecht e de uma empresa ligada ao pecuarista José Carlos Bumlai. O sítio está em nome dos empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna, sócios de Fábio Luiz Lula da Silva, filho de Lula.
A Três Poderes foi uma das empresas contratadas pelo governo para transportar a mudança de Lula para São Paulo em 2011. A empresa recebeu R$ 22,7 mil dos cofres públicos para fazer o “transporte rodoviário porta a porta do acervo do ex-presidente” para São Paulo, segundo informa o Portal da Transparência do governo.
Procurada, a Granero disse que informações sobre a mudança de Lula já foram fornecidas às autoridades competentes. A assessoria do ex-presidente Luiz alegou que não comentará “perguntas e suposições, cuja origem” desconhece. A OAS não respondeu aos questionamentos da reportagem. A construtora também pagou a reforma de um tríplex no Guarujá (SP) reservado pela construtora para Lula.

Mensagens mostram que cozinha era para Lula

Mensagens encontradas no celular do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, estão entre as principais provas que o ex-presidente Lula e sua mulher, Marisa Letícia, foram os beneficiários das cozinhas adquiridas da Kitchens para o tríplex no Guarujá. O ex-presidente nega ser dono do apartamento, que segue em nome da OAS.
Segundo investigações, há evidências de que a construtora não apenas pagou pela reforma do imóvel, que custou cerca de R$ 750 mil, como também desembolsou R$ 320 mil por móveis de luxo instalados na cozinha e dormitórios. As mudanças no tríplex, único do edifício Solaris a receber benfeitorias, teve a participação direta de Léo Pinheiro. A OAS também comprou a cozinha instalada no sítio de Atibaia.
Entenda quais são as investigações que cercam Lula

O que pesa contra Lula

Há cinco pontos principais que motivaram a deflagração da 24ª fase da Lava Jato, que investiga se o ex-presidente Lula recebeu valores desviados do esquema de corrupção na Petrobras por meio de imóveis e reformas

Acusação


Defesa

TRIPLEX NO GUARUJÁ

Há evidências de que Lula recebeu, em 2014, R$ 1 milhão da OAS, por meio de reformas e móveis de luxo implantados no apartamento tipo triplex, número 164-A, do Condomínio Solaris, em Guarujá. Imagens e depoimentos de porteiros e outros funcionários confirmam que a posse é de Lula.
Segundo o instituto, a mulher de Lula, Marisa Letícia, adquiriu uma cota do apartamento, mas o casal não chegou a concluir o negócio e, portanto, o empreendimento ainda é da OAS.

BUMLAI

A prisão do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo pessoal de Lula, mostra a Lava Jato se aproximando do ex-presidente. Segundo delação de Fernando Baiano, ele teria feito pagamentos a um dos filhos do petista, o Lulinha, e a uma nora, em nome de Bumlai. O pecuarista também seria lobista da Sete Brasil, empresa que aluga sondas para a Petrobras. Em troca desse negócio, teria quitado empréstimo do PT junto ao Banco Schachin.
O Instituto Lula disse que o ex-presidente jamais autorizou que Bumlai ou qualquer pessoa utilizasse seu nome em caso lobby. Nenhuma das noras recebeu quantias por meio de Baiano. A defesa de Lulinha também negou privilégios.

SÍTIO DE ATIBAIA

Em 2010, Lula adquiriu, por meio das empreiteiras, dois sítios contíguos em Atibaia (SP) no valor de R$ 1,5 milhão, e há indícios de que entre entre 2010 e 2014 recebeu pelo menos R$ 770 mil de José Carlos Bumlai,da Odebrecht e OAS. Cada sítio foi colocado no nome de sócios do filho de Lula, o Lulinha. Ao fim do mandato, a mudança do ex-presidente foi enviada aos sítios, que frequentava nos últimos anos.
O sítio é de propriedade de amigos de Lula, diz o Instituto Lula.

PALESTRAS

Grande parte das doações feitas ao Instituto Lula e à empresa de Lula, LILS Palestras, de Lula, é proveniente das empreiteiras investigadas na Lava Jato: Camargo Corrêa, OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e UTC. No instituto, dos R$ 35 milhões recebidos, R$ 20,7 milhões foram das empreiteiras. Na Lils, dos R$ 21 milhões, R$ 10 milhões teriam sido pagos pelas empresas investigadas na Lava Jato.
Todas as informações referentes a estas palestras foram prestadas à Procuradoria da República do Distrito Federal e compartilhadas com a Lava Jato. O Instituto Lula criticou o vazamento ilegal de informações sigilosas para a imprensa.

ARMAZENAGEM

A OAS teria pago R$ 1,3 milhão para uma empresa de armazenagem guardar objetos retirados do Palácio do Planalto quando do fim do mandato do petista. O contrato teria sido assinado por Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula.
Ainda não houve manifestação a respeito desse fato, que veio à tona apenas nesta sexta-feira (04/03).


Outros pontos suspeitos:

DELAÇÃO DE DELCÍDIO

O senador petista Delcídio do Amaral teria relatado que foi de Lula a iniciativa de pagar mesadas ao ex-diretor da Petrobras Nelson Cerveró. Com isso, esperava que Cerveró não delatasse o pecuarista José Carlos Bumlai. Além de tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato, Lula teria interferido no andamento de CPIs que investigavam irregularidades no governo federal.
Em nota, Instituto Lula diz que são completamente falsas as acusações publicadas pela Revista IstoÉ, que foi quem revelou o teor da delação atribuído a Delcídio.

CAIXA 2

Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, disse que as empreiteiras Queiroz Galvão, IESA e Camargo Corrêa pagaram R$ 2,4 milhões de caixa 2 para a campanha à reeleição de Lula em 2006.
Nem Lulinha nem nenhuma das quatro noras de Lula recebeu valores de Fernando Baiano.

14ª FASE DA LAVA JATO

Em conversa telefônica interceptada pela PF entre Lula e o diretor da Odebrecht Alexandrino de Alencar, o ex-presidente diz que estava preocupado "em relação a assuntos do BNDES". O executivo foi preso dias depois.
O Institituto Lula disse que não havia transcrição da conversa e por isso não comentaria o caso.

OPERAÇÃO ZELOTES

Polícia Federal investiga se há participação de Lula no esquema de "venda" de medidas provisórias para beneficiar empresas.
Defesa diz que Lula é informante na Operação Zelotes e nada justifica declaração de delegado de PF de que Lula seria investigado.
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