sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

POR QUE OS RICOS NÃO SÃO PRESOS ? VEJA ENTÃO




Caros amigos do Brasil

Um escandaloso vazamento de documentos mostrou que brasileiros super ricos escondem quase R$20 bilhões em 8 mil contas secretas – e possivelmente ilegais – na filial suíça do banco HSBC. Vamos agir rápido e garantir que eles não escapem da justiça. 

O governo brasileiro sabe quem está na lista de clientes e disse que está investigando, mas até agora não houve ação real para agilizar a investigação e punir os sonegadores e os banqueiros corruptos. Outros governos já estão agindo, mas cadê o Brasil? 

O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, pode agir sobre o caso, mas para isso ele precisa ouvir de centenas de milhares: ninguém é rico demais para não ser preso! Quando atingirmos massa crítica, organizaremos ações para pressionar a Receita e outras autoridades relevantes a fazerem seu trabalho e investigarem o caso antes que tudo acabe em pizza.



A história sobre o vazamento das informações analisadas pela equipe internacional de jornalistas parece até que saiu da novela das 8. Os bancos suíços liberavam grandes maços de dinheiro vivo e davam conselhos aos seus clientes sobre como esconder seus bens do governo. Na lista, contas secretas de traficantes de armas, vendedores de diamantes de sangue, políticos e suspeitos de crimes procurados pela Interpol. 

Os investigadores descobriram que os clientes brasileiros estão entre os 4 maiores usuários dessas contas duvidosas e que 70% deles usavam contas numeradas sem identificação, um método famoso para guardar dinheiro de origem duvidosa. O que eles têm a esconder? 

Um país onde os super ricos seguem regras diferentes não é uma democracia, e sim uma cleptocracia. E em um país tão apodrecido pela corrupção, onde mais de R$400 bilhões em impostos são sonegados anualmente, este escândalo é como um balde de água fria em todos os esforços de se combater a corrupção. Felizmente para nós, o Secretário da Receita Federal acabou de ser nomeado e não está tão acostumado à pressão popular. Um apelo cidadão maciço direto para seu gabinete pode manter esse caso nas capas dos jornais e mantê-lo ocupado procurando os sonegadores e colaborando com outras autoridades para punir os banqueiros. 



Clientes do Brasil tinham US$ 7 bilhões em 5.549 contas secretas (Blog do Fernando Rodrigues)

HSBC-Brasil-resumo


O conjunto de dados secretos do HSBC contém informações sobre 5.549 contas bancárias secretas de brasileiros (pessoas físicas ou jurídicas) na Suíça. O saldo total máximo registrado para esses correntistas foi de US$ 7 bilhões. Os proprietários dessas contas não fazem comentários.
Este Blog entrou em contato com autoridades brasileiras no final do ano passado. Os dados estão sendo analisados para determinar se há ilegalidade nessas operações bancárias ou se os valores foram declarados à Receita Federal do Brasil.
Apesar de a checagem ser relativamente fácil, as autoridades brasileiras ainda não finalizaram o trabalho.
Na América Latina, nacionais de vários países estão na lista do HSBC. Segundo uma compilação do ICIJ, o saldo total máximo mantido nessas contas secretas de latino-americanos ultrapassa US$ 31 bilhões.
A filial brasileira do HSBC enviou um comunicado ao Blog, mas a resposta foi protocolar, praticamente idêntica à enviada pelo banco ao ICIJ em Washington e em vários países. A íntegra está aqui.
Atualização às 15h de 13.fev.2015: Os arquivos do HSBC constituem uma larga base de dados e estão sob análise contínua do ICIJ. O número de correntistas do Brasil foi atualizado para 8.867 clientes, titulares de 6.606 contas bancárias, com cerca de US$ 7 bilhões depositados.
Fonte UOL
Como o HSBC 'ajudou' milionários a sonegar impostos (BBC Brasil)
Getty
O banco britânico HSBC "ajudou" clientes ricos a evitar o pagamento de milhões de dólares em impostos por meio de sua filial na Suíça.
O programa de TV Panorama, da BBC, teve acesso a informações sobre contas de 106 mil clientes em 203 países vazadas em 2007 por um ex-funcionário do banco em Genebra, Herve Falciani.
O HSBC disse ser "responsável por falha de controle no passado" e que clientes se aproveitaram do sigilo bancário para manter contas não declaradas, mas afirmou ter mudado suas práticas e estar colaborando com as autoridades.

"Reconhecemos que os padrões e cultura de diligência no banco privado suíço do HSBC, assim como na indústria como um todo, eram significantemente mais baixos do que hoje", a instituição acrescentou.
O banco agora é alvo de investigações nos Estados Unidos, na França, na Bélgica e na Argentina.
Mas nenhuma medida foi tomada até agora contra o banco no Reino Unido, onde está sua sede.

Ajuda

Manter contas em outros países não é ilegal, mas muitas pessoas as usam para esconder dinheiro das autoridades fiscais de seus países.
E, apesar de existirem formas legais para se pagar menos impostos, é ilegal esconder dinheiro para sonegar impostos.
Segundo as acusações, o banco não somente fez vista grossa para a evasão de impostos como também ajudou ativamente alguns clientes a violarem a lei.

Quando foram introduzidas novas leis na Europa em 2005 obrigando bancos suíços a recolher impostos de contas não declaradas e repassá-los às respectivas autoridades fiscais, o banco escreveu aos clientes oferecendo formas de contornar os tributos.
Em um caso mostrado no Panorama, o HSBC deu a uma família abastada um cartão de crédito internacional para fazer saques de dinheiro não declarados em caixas automáticos no exterior.
O HSBC nega que os donos das contas listadas estavam evadindo impostos, mas autoridades francesas concluíram em 2013 que 99,8% de seus cidadãos na lista vazada provavelmente praticavam evasão fiscal.
Richard Brooks, ex-inspetor fiscal e autor de The Great Tax Robbery, disse: "Acredito que o banco tenha oferecido serviços de evasão fiscal. Eles sabiam muito bem que as pessoas os procuravam para evitar o pagamento de impostos".
Getty
As milhares de páginas de dados foram obtidas pelo jornal francês Le Monde. Em uma investigação conjunta, os documentos foram repassados para o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), ao jornal The Guardian, ao Panorama da BBC e a mais de 45 veículos de mídia ao redor do mundo.
Estes documentos incluem dados sobre 5.549 contas secretas de brasileiros, entre pessoas físicas e jurídicas, com um saldo total US$ 7 bilhões (R$ 19,5 bilhões).
O HM Revenue and Customs, departamento governamental do Reino Unido equivalente à Receita Federal, recebeu os dados em 2010 e identificou 7 mil clientes britânicos que não pagaram impostos. Mas, quase cinco anos depois, apenas um deles foi processado.
Segundo o departamento, cerca de 135 milhões de libras (R$ 540 milhões) foram pagos até o momento em impostos, juros e multas por aqueles que esconderam dinheiro na Suíça.
O executivo que chefiava o banco na época do esquema, Stephen Green, foi nomeado secretário para Comércio e Investimento do Reino Unido oito meses depois de o departamento do governo britânico ter recebido os documentos vazados e ficou nesta função até 2013.
"Por princípio, não comentarei sobre o passado do HSBC", ele disse ao BBC Panorama.

'Personalidades renomadas'

Na Argentina, a Administração Federal de Receitas Públicas (AFIP, na sigla em espanhol) denunciou a filial local do HSBC em novembro de 2014 por supostamente ajudar 4.040 cidadãos do país a evadir impostos.
A informação foi obtida pelo governo argentino por meio de um acordo de colaboração com a França.
O diretor da AFIP, Ricardo Echegaray, disse na época que entre os suspeitos havia "personalidades renomadas", mas não revelou suas identidades.
Entre os supostos beneficiados pela ajuda do HSBC suíço a clientes de mais de 200 países estão políticos, empresários, estrelas do esporte, celebridades, além de criminosos e traficantes, segundo a investigação.
O ICIJ diz que o banco tirou proveito de negociações com "comerciantes de armas..., assistentes de ditadores do Terceiro Mundo, traficantes de diamantes de sangue e outros delinquentes internacionais".
Segundo analistas, as recentes revelações certamente multiplicarão os pedidos por maior controle dos sofisticados esquemas usados por milionários e empresas multinacionais para evadir impostos.
Fonte: BBC
Sonegação de impostos deve passar de R$ 500 bilhões em 2014 (Diário de Pernambuco)
Mais de R$ 500 bilhões em impostos devem ser sonegados até o fim do ano. O valor é 20,45% superior aos tributos não pagos em 2013, conforme estimativa do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz). Nesta semana, o seu Sonegômetro atingirá a marca de R$ 400 bilhões, mais do dobro do Produto Interno Bruto (PIB) do Distrito Federal, que foi de R$ 164 bilhões em 2011, registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O elevado valor deve-se, segundo o Sinprofaz à complexidade do sistema tributário e às brechas aos grandes sonegadores. O presidente do sindicato, Heráclio Carmargo, calcula que 80% dos impostos devidos e não pagos vêm de milhares de devedores de alta renda e grandes empresas. "São pessoas físicas e jurídicas que têm mecanismos para burlar o pagamento, como a lavagem de dinheiro. O resto é dividido entre milhões de contribuintes que, eventualmente, não cumprem toda a legislação", explicou.

Na opinião de Camargo, o governo se acostumou com a sonegação ao longo dos anos. Mesmo sabendo que ela vai ocorrer, o Fisco conta com a tributação embutida na folha de pagamento, nas contribuições sociais e no consumo de bens e serviços. "É lamentável porque onera muito a classe média", reclamou. Ele cobra a estruturação da carreira de procurador da Fazenda Nacional e a criação de uma carreira de apoio, além do preenchimento de 300 cargos. "Cada R$ 1 investido na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) representa R$ 21 retornados aos cofres públicos só na cobrança judicial da dívida ativa na União", ilustrou.

O Sinprofaz agendou para hoje manifestação em frente ao Congresso, dentro de uma campanha de conscientização da sociedade. "Queremos que a opinião pública exija das autoridades e dos candidatos à Presidência, nas redes sociais e nos debates, uma simplificação do sistema tributário e o fortalecimento das cobranças", acrescentou Camargo. "Atualmente, 49% da renda de quem ganha até dois salários mínimos vai para o pagamento de impostos e taxas. É uma realidade que o país precisa mudar", finalizou.

Reforma
Inverter a excessiva incidência de impostos sobre bens e serviços, repassando a carga tributária a patrimônios e capital financeiro é uma das medidas defendidas por especialistas para combater a sonegação. "Vivemos um modelo regressivo que incide sobre a classe mais baixa. A pessoa desprotegida economicamente acaba pagando mais caro. O ideal seria tributar mais a renda, lucros e patrimônio das pessoas e empresas com rendimentos mais elevados", avaliou o presidente da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febravite), Roberto Kupski.

Sobre o preço da gasolina pago por pobres ou ricos incidem 53,03% em tributos, exemplifica o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). O presidente da entidade, João Eloi Olenike, cobra vontade política dos governantes para que seja feita uma reforma tributária. "O Estado se acha no direito de não mudar os tributos porque teme perder receita", protestou.
Fonte: Diário do pernambuco
 Investigação Swissleaks revela esquemas de evasão fiscal no banco HSBC (Correio Braziliense)
O Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação divulgou no domingo (8) documentos confidenciais sobre o ramo suíço do banco britânico HSBC, que revelam supostos esquemas de evasão fiscal.

A investigação, batizada "Swissleaks", revela documentos fornecidos por Hervé Falciani, ex-funcionário do HSBC em Genebra, ao jornal francês Le Monde e compartilhado com o consórcio e com jornalistas de mais de 40 países.

Os jornalistas analisaram cerca de 60 mil fichas, algumas das quais com informações que denunciam que o banco tinha conhecimento de práticas ilícitas de alguns clientes.

O Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação publica informação sobre 61 pessoa. Exemplos de nomes mencionados: rei de Marrocos, Mohammed VI; rei da Jordânia, Abdullah II, designer de moda Valentino; modelo Elle McPherson; ator Christian Slater; banqueiro Edouard Stern e motociclista Valentino Rossi.

A informação divulgada diz respeito a contas no valor de mais de US$ 100 bilhões, englobando 106 mil clientes de 203 países. As informações foram compartilhadas pelo consórcio em seu site.

Apesar de expor estes documentos, o consórcio de jornalistas afirma que não pretende "sugerir ou presumir que quaisquer pessoas, empresas ou entidades mencionadas nos dados da informação revelada tenham violado a lei ou tenha tido outro tipo de conduta imprópria".

A filial suíça do banco britânico HSBC Private Bank assegurou hoje ter sofrido uma “transformação radical” após os “incumprimentos verificados em 2007”, para evitar casos de fraude fiscal e de lavagem de dinheiro.

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“O HSBC (da Suíça) realizou uma transformação radical em 2008 para evitar que os seus serviços sejam utilizados para fraudar o fisco ou para a lavagem de dinheiro”, disse o diretor-geral da filial, Franco Morra, no comunicado enviado à agência de notícias France Presse.
Fonte: correiobraziliense
Arquivos mostram que HSBC ajudou clientes a esconder milhões na Suíça (Folha de S.Paulo)

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