sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Ataque contra revista na França deixa mortos e feridos




10:36 GMT

Atiradores mascarados mataram pelo menos 12 pessoas durante um ataque realizado na manhã desta quarta-feira contra a revista satírica francesa Charlie Hebdo, em Paris. O atentado deixou outras cinco pessoas feridas em estado grave. Confira a seguir os detalhes sobre o atentado.

10:48 GMT

Os autores do ataque contra a revista satirica Charlie Hebdo, que matou 12 pessoas, teriam gritado "Nós vingamos o profeta'', segundo testemunhas. O comentário seria uma referência a um cartum publicado pela revista retratando o profeta Maomé. A revista chegou a sofrer um ataque em 2011, em retaliação à publicação do cartum. Segundo os preceitos da fé islâmica, o profeta não pode ser retratado.

TWEET10:57 GMT

François Hollande, presidente da França
O presidente francês François Hollande comentou pelo Twitter o atentado à publicação francesa:
"Nenhum ato bárbaro vai extinguir a liberdade de imprensa. Nós somos um país unido e vamos reagir unidos".
 

11:17 GMT

Este mapa mostra detalhes da região de Paris onde ocorreu o atentado e onde fica a revista Charlie Hebdo.

11:28 GMT

Jean Charles Brisard, especialista em terrorismo
"Ao analisarmos os vídeos e fotos que estão surgindo, podemos ver que os elementos estavam bem equipados, tinham armamento militar e provavelmente usavam colete à prova de bala. Acredito que se trata de gente treinada e determinada para fazer o que fizeram."

11:32 GMT

O que se sabe até agora
  • Um número ainda não identificado de homens armados invadiu o escritório da revista de humor político francesa Charlie Hebdo na manhã desta quarta-feira, em Paris, e abriu fogo.
  • Até o momento, as autoridades confirmaram a morte de 12 pessoas - 10 delas funcionários da revista e dois policiais.
  • Os atiradores fugiram num carro e depois roubaram outro para continuar a fuga. Eles ainda estão sendo procurados pela polícia de Paris.
  • Paris está sob alerta máximo.
  • Falando no local do ataque, o presidente francês, François Hollande, disse que o país está em choque após que o chefe de estado classificou como "ataque terrorista".
  • Charlie Hebdo já foi alvo de ataques no passado por ter publicado cartuns ironizando o profeta Maomé. Seu escritório foi atacado com uma bomba incendiária em 2011 e a revista recebeu ameaças nos últimos tempos.
  • Trata-se do ataque mais letal já realizado na França, desde 2005, quando um atentado à bomba matou 8 pessoas na estação de Saint-Michel.

11:38 GMT

A chanceler alemã, Angela Merkel, condenou o ataque à sede do Charlie Hebdo: "Este abominável ataque não vitimiza apenas os cidadãos franceses, mas fere também a liberdade de imprensa e de expressão."

12:01 GMT

  • Charlie Hebdo é uma revista política de humor que circula semanalmente. Fundada em 1969, com o nome Hara-Kiri Hebdo ela fechou as portas em 1981. Voltou a circular em 1992.
  • Em novembro de 1970, a revista provocou a fúria do governo ao ironizar a morte do ex-presidente e herói de guerra francês Charles de Gaulle, na cidade de Colombey, fazendo menção a um trágico incêndio ocorrido no local oito dias antes. A revista foi banida pelas autoridades francesas.
  • Para driblar as autoridades, o nome passou para Charlie Hebdo.
  • Em dezembro de 1981, a revista fechou as portas por causa de uma queda no número de leitores.
  • Quando relançada, 11 anos mais tarde, a revista vendeu 100 mil cópias de sua primeira edição.
  • Em 2006, a Charlie Hebdocriou um incidente internacional ao publicar na capa um cartum mostrando o profeta Maomé chorando e reclamando de muçulmanos radicais. A revista fez questão ainda de republicar os controversos cartuns com a imagem de Maomé veiculados por um jornal dinamarquês. Mais de 200 mil cópias foram vendidas.l
  • A revista foi criticada pelo então presidente francês, Jacques Chirac, que classificou os cartuns como provocação. E em 2007, organizações muçulmanas processaram a revista por racismo, mas a justiça francesa inocentou a publicação.
  • Em 2011 houve mais furor por conta da publicação de uma edição especial que teve Maomé como "editor convidado". O escritório da Charlie Hebdofoi atacado com uma bomba incendiária na véspera da chegada às bancas.
  • No ano seguinte, uma série de cartuns mostrando Maomé, inclusive um nu, geraram novamente controvérsias e a revista foi criticada pelo governo, que dias antes fechara embaixadas e outras instituições em 20 países muçulmanos por conta da veiculação de um controverso filme sobre o Islã.
  • Por causa do ataque e das polêmicas, a revista mudou de endereço e há anos tinha segurança da polícia de Paris

12:06 GMT

Daniela Fernandes, De Paris para a BBC Brasil
"É é um atentado terrorista, não há dúvidas", declarou o presidente François Hollande, que foi nesta manhã ao prédio da revista Charlie Hebdo.
Hollande afirmou que vários atentados terroristas foram interceptados pelas serviços secretos na França nas últimas semanas. Uma reunião de emergência está sendo realizada neste momento no Palácio do Eliseu com membros do governo.
O presidente fará um pronunciamento na TV às 20 hs (em Paris).
O plano Vigipirate foi reforçado e está em seu nível máximo. A segurança policial foi reforçada nas redações de jornais, locais de culto e grandes lojas de departamentos em Paris.
Os atiradores teriam perguntado os nomes das pessoas presentes na redação antes de atirar, disse o advogado da publicação à BFM TV. Das 12 pessoas mortas até o momento, 2 são policiais e 10 jornalistas, entre eles 4 desenhistas.
Antes de entrar no carro para fugir, os dois atiradores, armados com fuzis Kalashnikov gritaram "vingamos o profeta Maomé" e mataram um policial que estava na rua.

BBC
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