quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Voos espaciais poderão se tornar mais longos


espaço, ciência, descoberta, voo espacial, Rússia


Cientistas russos determinaram qual a dose de radiação a que os cosmonautas estão sujeitos no espaço. Ela é bastante inferior à que se supunha anteriormente. Ou seja, os voos poderão, em princípio, ser mais prolongados.

Contudo, mesmo a atividade de uma baixa dose de radiação deverá ser reduzida para manter saudáveis os investigadores do espaço.

Os cientistas do Instituto de Problemas Médico-Biológicos (IMBP) de Moscou, a principal instituição que estuda a biologia espacial, determinaram de forma experimental que a dose de radiação que os cosmonautas realmente absorvem é significativamente inferior à que se pensava. Esse resultado é importante para o planejamento dos voos de longa duração, refere Viacheslav Shurshakov, um dos autores da pesquisa.

“Essencialmente, nós demonstrámos que podemos voar para mais longe e durante mais tempo”, explica o cientista. Contudo, sublinha, a totalidade das doses de radiação ainda são bastante sérias.

“Resta a questão de podermos reduzi-las de forma a mantermos os cosmonautas saudáveis”, diz o perito.

O experimento do IMBP, intitulado Matrioshka-R, a bordo da estação espacial internacional foi apelidado por brincadeira pelos cientistas de “teatro de fantoches”. Na estação foram instalados uns manequins especiais. Se trata de dispositivos parecidos com troncos humanos com cabeças e feitos de poliuretano. Esse material foi escolhido por absorver a radiação de uma forma semelhante à do corpo humano. Por dentro os manequins foram “recheados” com sensores de radiação ionizante.

Era necessário medir a dose de radiação que atua sobre os sistemas importantes do organismo, explica Shurshakov. Eles são a hematopoese, que é a renovação do sangue, o sistema nervoso central e o trato gastrointestinal.

“Não se pode colocar um dosímetro diretamente dentro de um corpo humano, por isso usamos manequins tecido-equivalentes”, diz o perito.

Um manequim desses foi inicialmente colocado na superfície exterior da Estação Espacial Internacional dentro de um contêiner hermético, o qual era equivalente pelos seus parâmetros de absorção a um escafandro espacial. Posteriormente o manequim foi transferido para dentro da estação.

Se verificou que, no espaço exterior, a dose de radiação absorvida pelo corpo humano será 15% inferior, e dentro da estação – duas vezes inferior, à dose medida pelo dosímetro individual. Este normalmente é colocado dentro de um bolso no peito do cosmonauta.

Fonte: A voz da Rússia

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