terça-feira, 21 de outubro de 2014

Tática dos EUA no Iraque e na Síria é tiro no pé


Iraque, Síria, EI, guerra


O Estado Islâmico ameaça iniciar uma nova guerra no Golfo Pérsico.   


Os militantes publicaram na internet um novo vídeo com o refém britânico John Cantlie, o qual, em nome dos jihadistas, anunciou a sua disposição de desencadear uma guerra mundial em grande escala.

Esta declaração em vídeo foi outra resposta aos ataques aéreos que a Força Aérea da coalizão internacional liderada pelo Pentágono está realizando contra as posições dos militantes do Estado Islâmico (IE) no território do Iraque e da Síria. No entanto, os militares da coalizão têm que admitir que, sem uma operação terrestre, não será possível vencer o EI.
Por causa disso, Washington pretende recorrer à sua tática favorita – não enviar o seu próprio exército, mas treinar e equipar forças locais na zona do conflito militar. Para fazer isso, o presidente Barack Obama aprovou um programa de armamento dos rebeldes sírios – a chamada oposição moderada que tem como objetivo a derrubada do regime de Bashar Assad, mas que tão pouco tem a intenção de obedecer aos militantes do EI. O fato de, segundo um relatório da CIA, ações semelhantes não terem sido bem-sucedidas no passado parece não incomodar os dirigentes norte-americanos.

Mas se olharmos bem, quase todas as tentativas dos Estados Unidos de alcançar seus próprios interesses de política externa pelas mãos de rebeldes locais têm terminado em fracasso. Eles fracassaram em Cuba, Nicarágua, Angola, Somália, diz o perito do Instituto Russo de Estudos Estratégicos Azhdar Kurtov:
“No último meio século, os Estados Unidos têm preferido lutar não com seus próprios soldados, mas contratando outros para isso. Além disso, eles são promíscuos e não desdenham se dirigir a radicais islâmicos, a criminosos, a organizações terroristas de direita, desde que eles ajudem a implementar os objetivos geopolíticos dos EUA. E muitas vezes surge uma situação em que armas, dinheiro, apoio político fornecidos a radicais acabam por não levar aos resultados que os norte-americanos esperam. Militantes armados deixam de se subordinar a Washington e, além disso, viram essas armas contra os próprios norte-americanos ou seus aliados”.
Entre os mais recentes se destacam especialmente os casos do Afeganistão e da Líbia. Vemos a mesma situação com o Estado Islâmico, acredita o presidente do Instituto do Oriente Médio Evgueni Satanovsky:
“ Isso acontece, em primeiro lugar, devido ao fato de que as ideias de treinamento de seja quem for não incluem nem um bom conhecimento do país, nem a compreensão de quem e com que finalidade é recrutado ou arrastado para as forças armadas, nem a capacidade de estabelecer relações com os líderes locais. Os norte-americanos voltam a dar o mesmo tiro no pé. E a julgar pelo fato de que os Estados Unidos pretendem armar a chamada oposição moderada na Síria, vão continuar a dar tiros”.
A Rússia está insistentemente exortando a comunidade internacional a rejeitar padrões duplos, a não separar os terroristas em “nossos” e “alheios”. Em particular, a Rússia está há muito tempo lutando consistentemente contra o terrorismo e prestando assistência a outros países em face da ameaça terrorista, inclusive através de uma ajuda significativa à Síria, ao Iraque e a outros países da região para reforçar a sua capacidade de combate.
A Rússia continuará esses esforços, mas não se vai envolver em nenhumas “coalizões” criadas à margem do Conselho de Segurança da ONU e em violação do direito internacional, enfatiza o Ministério das Relações Exteriores russo.

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