quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Reforma Política Já !




No cerne das manifestações que tomaram conta das ruas das principais capitais do país em junho de 2013, ficaram explícitos os desejos e anseios da população por mudanças efetivas no modelo político brasileiro.
Ao mesmo tempo em que a profusão de bandeiras e reivindicações parecia não ter um rumo certo, ela apontou para a existência de uma nítida insatisfação.
Neste cenário, aprovar uma mudança democrática, que se conecte com as reais necessidades e a vida cotidiana de nosso povo é uma das principais pautas defendidas pela União Nacional dos Estudantes. Por esse motivo foi aprovado durante o 62º Conselho Nacional de Entidades Gerais (CONEG), realizado entre os dias 31 de maio e 01 de junho, em São Paulo, a plataforma política da entidade, intitulada ‘’Projeto Une pelo Brasil’’. O documento conta com temas e propostas considerados fundamentais nessas eleições, entre elas, a luta pela reforma política.
Para o vice-presidente da UNE, Mitã Chalfun, o pleito desse ano se mostra uma grande oportunidade para debater e modificar os rumos do país. ‘’ O tema central dessas eleições deve ser uma reforma que democratize a política brasileira.  A convocação de um plebiscito para debater com o povo uma reforma política que amplie os espaços de participação social, acabe com o financiamento privado de campanha e  aprove o voto em lista fechada com alternância de gênero deve ser prioridade para a gestão eleita’’, afirmou.

PAUTA DA UNE

A UNE integra duas iniciativas fundamentais para a construção de uma reforma política.
Uma delas é o Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Reforma Política Democrática e Eleições Limpas. Assim como a Lei da Ficha Limpa, que partiu de uma iniciativa popular, o projeto precisa de 1,5 milhão de assinaturas para pressionar o Congresso Nacional. A proposta introduz uma série de mudanças na legislação para democratizar o sistema político e eleitoral, eliminando a influência do poder econômico sobre as candidaturas, alterando o sistema eleitoral, fortalecendo a participação das mulheres e demais grupos subrepresentados e fortalecendo os mecanismos da democracia direta. Várias mobilizações de rua estão programadas para colher os apoios.
A outra iniciativa é o Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. O objetivo foi recolher votos da população a respeito da instalação de uma assembleia nacional constituinte para mudar o sistema político. A avaliação das organizações que compõem o Plebiscito é de que o atual Congresso Nacional, dominado por empresários e capturado pelo poder econômico, não fará reforma política democrática que o país precisa. Mais de 1.000 comitês populares do plebiscito foram criados em todos os estados do país, com centenas de cidades envolvidas. A votação já terminou e na tarde desta quarta-feira (24/9), a coordenadoria do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político também divulgou resultado da votação realizada durante a Semana da Pátria: 7.751.436 milhões de pessoas votaram a favor da realização do Plebiscito. Agora um dos próximos passos será o acampamento nacional em Brasília que se será montado no mês de outubro, quando milhares de pessoas entregarão o resultado do plebiscito aos três poderes e à presidenta Dilma Rousseff.



TODOS NA LUTA!

Durante a chamada Semana da Pátria, realizada de 1 a 7 de setembro, a Coalizão pela Reforma Política e a coordenação do Plebiscito Popular coletaram assinaturas e votos, conjuntamente, num claro esforço para chamar a atenção da população.
Para o ex-presidente da UNE e coordenador da Coalizão, Aldo Arantes, o saldo do evento foi positivo.  ‘’Já temos 500 mil assinaturas. É um grande passo para conquistarmos os 1,5 milhões necessários. A luta agora é pela construção de uma grande ofensiva após as eleições, colocando a reforma política como tema central de debates e também continuando a coleta de assinaturas. Queremos começar o ano legislativo com o número necessário criando assim condições para levantarmos o debate no Congresso Nacional’’, disse. E continuou: ‘’Este é um momento favorável para levantar um grande movimento junto à opinião pública. É indispensável uma forte pressão social para que o Congresso se movimente’’, explicou Aldo.

 Segundo ele, o papel da juventude também é fator decisivo nessa empreitada. ‘’Os jovens têm participação muito importante na construção do país que queremos. Por isso, estamos juntos com a UNE construindo debates nas universidades para chegarmos em 2015 com uma proposta concreta e determinada a impulsionar a reforma política no Brasil’’,

Fonte: http://www.une.org.br/2014/09/pelo-aprofundamento-da-nossa-democracia-reforma-politica-ja/

 Conheça o projeto: http://www.reformapoliticademocratica.org.br/conheca-o-projeto/
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