terça-feira, 28 de outubro de 2014

Estados Unidos preparam guerras secretas


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Militares americanos devem preparar-se para guerras secretas, não declaradas, nos quais forças externas utilizam rebeldes contra governos, diz-se num novo documento oficial do Comando de Operações Especiais dos EUA.

Nas entranhas do departamento defensivo americano nasceu mais um documento de fato curioso que tem um caráter não apenas militar-estratégico, mas também político. Na opinião de seus autores, exemplos de guerra semelhante em que a oposição se emprega como ariete na luta contra o poder legítimo seriam demostradas, alegadamente, pela Rússia, inclusive na Ucrânia.
Não importa que foram nomeadamente os Estados Unidos que apoiaram abertamente o movimento de Maidan e investiram cinco bilhões de dólares, como reconheceu sem vergonha Victoria Nuland, na troca do poder no país. Agora Washington, como num ditado, grita altamente sobre a necessidade de “apanhar gatuno”.

Já se tornou habitual que por toda a parte onde os americanos praticam tais atos reinam caos, destruições e conflitos civis. O objetivo que perseguem é único: manter sua hegemonia global com a ajuda de um princípio simples divide et impera.
O novo documento enquadra-se idealmente no vetor político de relação à Rússia, no quadro propagandístico em que os Estados Unidos se pintam como o bem absoluto, enquanto o lado oposto são a Rússia ou algum outro que têm seu ponto de vista e a possibilidade de defendê-lo. Lembre-se a intervenção deslumbrante de Barack Obama da ONU em que ele reconheceu que a Rússia ultrapassou pelo grau de ameaça global o Estado Islâmico, cedendo a liderança apenas ao vírus ebola.
Chuck Hagel, ministro da Defesa dos EUA, fez mais uma declaração surpreendente. Em suas palavras, é a Rússia que se aproxima das fronteiras da OTAN, e não pelo contrário, e por isso a América deve preparar-se para as táticas não padronizadas de defesa.
No contexto político atual, a geopolítica e dinheiro coincidiram como por encanto para o Pentágono. Enquanto os políticos estão impelindo a intensificação da confrontação com a Rússia, os militares aproveitam o momento exigindo aumentar a verba para a contraposição a novas e, frequentemente, fúteis ameaças, apesar das iniciativas do Congresso de efetuar cortes orçamentais.
Na luta contra o “mal universal”, os Estados Unidos tencionam utilizar “estratégia interdepartamental, intergovernamental e internacional global” para exercer “pressão política, econômica, militar e psicológica” sobre o adversário. Este é de fato o lado forte dos americanos que não têm iguais nessa questão. Nenhum documento novo do Comando de Operações Especiais é capaz de mudar algo, constatando apenas a realidade.
Guerras secretas da América, de que ela acusa outros, influem tristemente na segurança no mundo. Mas, ao que tudo indica, os donos de marionetas não conhecem outros roteiros, continuando a interpretar a mesma peça.
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