terça-feira, 28 de outubro de 2014

Estados Unidos acusam Rússia e China de inatividade na luta contra ebola


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Segundo calcularam cientistas canadenses, o número de vítimas do vírus ebola no mundo chegará a um milhão de pessoas no caso de os esforços na luta contra a doença forem proporcionais à propagação da epidemia. No caso contrario, esse número pode ser muito maior.

A difusão precipitada do vírus ebola em países africanos leva os cientistas a conclusões pouco consoladores. Se nos próximos tempos não for desenvolvido um meio eficaz contra o vírus, o número das pessoas afetadas pelo ebola superará um milhão e continuará a crescer em progressão geométrica.
Medidas profiláticas, tais como um diagnóstico precoce e o isolamento de doentes, ajudarão a reter a epidemia. Mas o problema consiste em que muitos habitantes da África Ocidental não confiam em médicos, preferindo sofrer e morrer em casa, multiplicando em muitas vezes o perigo para os próximos.

Trinta e cinco países juntaram-se numa coalizão de luta contra o ebola. Mas por enquanto trata-se de esforços desarticulados. A aspiração de alguns Estados a confirmar sua liderança nessa luta impede a vontade de tornar de fato eficaz a atividade da coalizão.
Segunda-feira, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, comentou depreciativamente as possibilidades da Rússia e da China na luta contra o ebola. “Quando temos tal situação do ebola no palco global, as pessoas não perguntam o que estão fazendo os chineses para responder a essa ameaça. As pessoas não telefonam perguntando se o presidente da Rússia Vladimir Putin tenciona mobilizar recursos russos para lutar contra o surto. As pessoas querem conhecer o que estão fazendo os EUA nesse sentido. E o nosso presidente Barack Obama deu passos pela frente, demostrando a liderança americana que dá razões de orgulhar-se aos americanos”, declarou Earnest em coletiva de imprensa em Washington.
O porta-voz do presidente americano dispensou especial atenção ao hospital de campo desdobrado na Libéria para apenas 25 camas. Está destinado para médicos locais que correm o perigo de contagiar-se com o vírus e por isso agora não tem pacientes. Além disso, os EUA decidiram enviar até quatro mil militares para a Libéria, cuja missão não está por enquanto definida.
Quanto à vacina contra a febre do ebola, ela ainda não existe. Falando mais exatamente, farmacêuticos de diferentes países, inclusive dos EUA, da Rússia e da China, têm preparados prometedores contra o vírus, que por enquanto não foram testados clinicamente em pessoas. Tanto que a doença chegou aos Estados Unidos, as autoridades do país autorizaram que fossem utilizados meios experimentais.
Os resultados são de 50 por 50: um paciente tratado numa clínica americana faleceu, mas outro recobrou a saúde. O preparado russo não foi testado em pessoas afetadas pelo vírus, mas sua aprovação preliminar testemunha sua alta segurança, comunicou a chefe do Ministério da Saúde da Federação da Rússia, Veronika Skvortsova.
A China desenvolveu sua variante de vacina que também não foi testada em pacientes afetados pelo ebola, mas deu bons resultados em relação a outros vírus e por isso foi aprovada sua utilização no caso da necessidade. Peter Piot, conhecido microbiólogo belga e um dos cientistas que participaram do descobrimento do vírus em 1976, advertiu que o surto do ebola poderá afetar também a China. Mas até hoje nenhum caso da febre foi confirmado na região da Ásia-Pacífico.
Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_10_28/Estados-Unidos-acusam-R-ssia-e-China-de-inatividade-na-luta-contra-ebola-5680/

Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_10_28/Estados-Unidos-acusam-R-ssia-e-China-de-inatividade-na-luta-contra-ebola-5680/
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