quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Estado Islâmico avança no norte do Iraque




Tropas do governo foram obrigados a abandonar seus postos e foram deslocadas para a defesa de uma base aérea

Nesta terça-feira, 14 de outubro, depois de semanas de combate, o Estado Islâmico tomou a cidade de Heet, na província de Anbar, no norte do Iraque. É uma das últimas cidades em Anbar que ainda estavam sob controle do governo central, em Baghdad. Os bombardeios das potências imperialistas contra o Estado Islâmico, que tinham o objetivo de conter o avanço dos guerrilheiros sunitas, não estão cumprindo seu objetivo. As tropas do governo se retiraram de Heet e foram deslocadas para defender a base aérea de Assad.

A ascensão do EI (Estado Islâmico) no Iraque, representa o resultado direto da intervenção imperialista na região, que desencadeou o “extremismo” no Oriente Médio. Depois da invasão do Iraque em 2003 e da queda do sunita Saddam Hussein, os Estados Unidos buscaram estimular a violência sectária entre sunitas e xiitas com o objetivo de facilitar o controle da situação política. Em 2007, diante da iminente derrota militar, que obrigaria a uma retirada humilhante, o imperialismo norte-americano entrou em acordo com as milícias xiitas e com o Irã (de maioria xiita). Os guerrilheiros xiitas foram incorporados ao Estado iraquiano, e, com ajuda do Irã, foi conseguida uma certa estabilidade no território ocupado. Por esse motivo, agora, na base dos bombardeios do Estado Islâmico, foram retomados os acordos com o Irã, o maior inimigo do imperialismo norte-americano na região desde a revolução de 1979, porque o Irã acabou se tornando o País mais estável da região, tal o grau de crise dos mecanismos de dominação.
Os Estados Unidos têm perdido cada vez mais o controle colonial no Oriente Médio, e começaram a aplicar políticas cada vez mais desesperadas, impulsionadas pelos setores mais agressivos da burguesia imperialista. Na mesma base, os Estados Unidos estão em guerra contra a maioria do mundo numa tentativa dramática para impedir o colapso da sua dominação diante da resistência dos povos oprimidos. Em 2013, intervieram militarmente em 134 países, sete em cada dez dos países existentes no planeta.
Os ataques dos sionistas israelenses à Faixa de Gaza também fazem parte da mesma política, ao mesmo tempo que revelam as limitações dessa ofensiva que se defronta com a crescente resistência das massas.
O rápido crescimento do Estado Islâmico aparece como o fruto de um eventual erro de cálculo do imperialismo em suas tramoias para submeter a região, mas serve de pretexto para jogar as bombas que, sob pressão da Rússia, haviam sido adiadas no final de 2013. Trata-se do fruto das faltas de alternativas e do esgotamento dos mecanismos de dominação da região.

Fonte : http://pco.org.br/internacional/estado-islamico-avanca-no-norte-do-iraque/ayzy,b.html
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