domingo, 19 de outubro de 2014

Dirigível Atlant: nova orientação na construção de dirigíveis


Russia, dirigivel, aviação, ciencia, tecnologia

As modificações militares do dirigível Atlant, cujo desenvolvimento está sendo realizado pelo centro aeronáutico russo Augur, estão de acordo com a nova concepção da formação de Forças Armadas móveis. A implementação desses aparelhos abre grandes oportunidades no âmbito da transferência de militares, de transporte de carga militar e criação de pontos de comando móveis.

Com recurso à capacidade de pressão do motor e a um sistema único de lastro ativo (SAB) Atlant pode tornar-se mais pesado ou mais leve. E mesmo assim, não tem que levar a bordo o lastro – e é aqui que reside o seu principal know how, refere o porta voz oficial da empresa Centro de Dirigíveis Augur, Alexei Mitrofanov:

“Trata-se de uma máquina completamente inovadora. Chamamos o aparelho de dirigível híbrido ou dirigível de novo tipo. Falando por alto, será apenas 60% a 40% mais mais leve do que o ar quanto à sua força de elevação, que serão compensadas pela força e pela capacidade ativa de equilíbrio”.
O dirigível chega com uma carga de algumas dezenas de toneladas ao ponto de destino. Para regular a força de elevação durante o voo terá que necessariamente meter o lastro a bordo ou retirar os pesos. Meter o lastro a bordo – água ou carga a granel é problemático, especialmente algures na tundra ou na taiga no inverno. Não se pode atirar o peso, pois trata-se de um aparelho aeronáutico.
Os especialistas decidiram colocar a bordo, na qualidade de lastro, simplesmente ar, que é introduzido, comprimido e, assim, torna-se pesado. Quando se torna necessário o lastro é jogado fora. Já no que concerne à construção do próprio aparelho, essa não se distingue do dirigível convencional. Tem uma carcaça rígida e está preparado para o transporte de cargas e pessoas para regiões de difícil acesso.
A ideia do equilíbrio ativo surgiu há 10 anos. Atualmente, esta orientação, a par do centro russo, é seguida pela empresa americana Aeros. Os seus especialistas propõe criar, na carcaça do dirigível, zonas de hélio comprimido, cujo peso será superior ao do ar. Com recurso a esse tipo de zonas, o piloto do dirigível poderá decidir a altura do voo.
O dirigível russo está sendo planejado em dois modelos – Atlant-30, com capacidade de transporte de 16 toneladas, e Atlant-100, com capacidade de levantar 40 toneladas, referiu Alexei Mitrofanov:
“O revestimento do dirigível será de material duro, o mais provável é que venha a ser um composto. Terá uma carcaça metálica. Continuamos a escolher materiais. Por dentro terá botijas seccionadas, como o Zeppelin. Atlant será um meio de transporte excepcional. Para os sistemas de defesa aérea e repetidores, existem outros dispositivos. Trata-se de meios de transporte aéreo que há muito construimos”.
A velocidade de cruzeiro do Atlant será de 120 km/h. Não será um dirigível clássico, e estão na calha sistemas especiais que permitirão, em caso de ventos fortes, encosta-lo ao solo. A aeronave poderá aterrisar na água, no gelo, no pântano e, com ajuda de uma almofada de ar, circular na superfície terrestre. A autonomia de viagem é de 2 a 5 mil km, dependendo da construção do aparelho. Assim, o dirigível constitui-se numa combinação complexa, comparável a um avião.

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