quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Bancos injetam dinheiro na reta final da campanha de Aécio


Aécio Neves (PSDB) tira uma foto com um eleitor durante um evento de campanha em São Paulocampanha presidencial está ajudando o São Paulo - Uma injeção de recursos já na reta final da  candidato Aécio Neves(PSDB) a levar a disputa com a presidente Dilma Rousseff (PT) até o último instante, e erodindo a vantagem financeira da atual mandatária.

Muitos dos bancos, das empreiteiras e empresas de etanol que lideraram as contribuições a Aécio dobraram a aposta no senador mineiro no mês passado, quando sua disparada nas pesquisas pouco antes do primeiro turno o transformou de carta quase fora do baralho a adversário real.
A arrecadação total de Aécio quase duplicou em setembro, chegando a cerca de 140 milhões de reais, de acordo com o tesoureiro de campanha, José Gregori.
"Vimos as contribuições de muitos dos mesmos doadores acelerando", disse Gregori em entrevista por telefone. "Instituições financeiras, prestadores de serviço e empreiteiras… não esperaram até o segundo turno para doar."
Os novos recursos ajudaram a bancar uma intensificação na campanha de Aécio, aumentando a exposição do ex-governador de Minas Gerais e o colocando em um empate técnico com Dilma a pouco mais de uma semana do segundo turno.
Aécio já conquistou muitos investidores e líderes empresariais prometendo restaurar a disciplina fiscal, conter a inflação e reanimar estatais para tirar a economia brasileira da recessão.
Ainda assim, será difícil superar o superávit de financiamento acumulado por Dilma nos primeiros meses da campanha, impulsionado pela vantagem natural do exercício do cargo e de ter liderado as pesquisas iniciais.
As políticas de insenções fiscais e os empréstimos baratos a setores econômicos selecionados também formaram uma base de apoio leal para a presidente em algumas indústrias.
Dilma e o comitê nacional do PT tinham arrecadado mais de 185 milhões de reais até o início de setembro, segundo os dados de campanha mais recentes publicados pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Mas desde então a porta-voz do PT se recusou a comentar o financiamento e recusou um pedido de entrevista com o tesoureiro de campanha de Dilma.
Aécio e o PSDB levantaram cerca de 71 milhões de reais até o começo de setembro. À época, ele tinha cerca de 15 por cento das intenções de voto e parecia fora do segundo turno, bem atrás da candidata do PSB, Marina Silva.
Muitos dos maiores apoiadores de Aécio também apoiavam Marina quando as pesquisas a mostravam com chances maiores de derrotar Dilma, mas à medida que ela perdia a dianteira, no final de setembro, sob uma saraivada de ataques, eleitores e doadores em busca de um novo presidente debandaram para o lado de Aécio.
← Postagem mais recente Postagem mais antiga → Página inicial
Postar um comentário
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...