sábado, 23 de agosto de 2014

Estados Unidos dizem que vídeo de decapitação de jornalista é verdadeiro








O presidente Barack Obama considerou, esta quarta-feira, que um grupo como os ´jihadistas` ultra-radicais do Estado Islâmico (EI), que reivindicou a decapitação de um jornalista americano, "não tem lugar no século XXI". "O Estado Islâmico não fala em nome de qualquer religião. Nenhuma religião manda massacrar inocentes. A ideologia deles é oca", disse Obama, apelando a uma mobilização para evitar que esse "cancro" se expanda. O presidente norte-americano precisou ter falado com a família de James Foley após um homicídio que "choca a consciência do mundo inteiro". ESTADOS UNIDOS GARANTEM AUTENTICIDADE DO VÍDEO Os serviços de inteligência americanos analisaram o vídeo que mostra James Foley, jornalista norte-americano, a ser decapitado e garantem a sua autenticidade. O jornalista foi dado oficialmente como morto. Obama vai falar esta quarta-feira, em Washington, sobre o Estado Islâmico e sobre o homicídio do jornalista.
 


JORNALISTA NORTE-AMERICANO DECAPITADO POR ESTADO ISLÂMICO O Estado Islâmico (EI) afirmou esta terça-feira ter decapitado o jornalista norte-americano James Foley como represália pelos ataques aéreos no Iraque, noticia a Agência France Press (AFP). Num vídeo difundido na internet pelo grupo 'jihadista', o EI mostra um homem mascarado, vestido de preto, que parece cortar a garganta ao jornalista (pode ver o vídeo no final do texto). James Foley, jornalista free-lancer, foi sequestrado por homens armados, na Síria, em novembro de 2012. Vários jornalistas corroboraram esta informação em redes sociais como o Twitter. Zaid Benjamin, correspondente em Washington da Radio Sawa, partilhou imagens de um homem vestido de preto ajoelhado ao lado de um membro do EI. Segundo Benjamin, este homem é James Foley, que estava ao serviço da agência AFP quando desapareceu. No vídeo "Uma mensagem para a América", divulgado pelo EI, um dos jihadistas identifica a vítima como James Wright Foley, e ameaça matar também um outro jornalista norte-americano, Steve Sotloff, desaparecido desde Agosto de 2013. Os extremistas justificam esta execução com a intervenção norte-americana no Iraque, ordenada por Barack Obama. Este vídeo foi entretanto retirado do YouTube. A Casa Branca mostrou-se terça-feira "horrorizada" com a possível decapitação do jornalista norte-americano James Foley pelo Estado Islâmico (EI), sublinhando que os serviços de inteligência estão a tentar verificar a autenticidade do vídeo difundido pelos 'jihadistas'. "Vimos um vídeo que pretende mostrar a morte do cidadão americano James Foley pelo EI. Se for autêntico, estamos horrorizados com a morte brutal de um jornalista americano inocente", indicou Caitlin Hayden, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, em comunicado. MÃE DE JORNALISTA PEDE LIBERTAÇÃO DE REFÉNS NA SÍRIA A mãe do jornalista norte-americano James Wright Foley, cuja alegada decapitação foi filmada e divulgada pelos fundamentalistas do Estado Islâmico, pediu esta quarta-feira a libertação dos "inocentes" feitos reféns na Síria. "Nunca estivemos tão orgulhosos do nosso filho Jim. Deu a sua vida a tentar mostrar ao mundo o sofrimento do povo sírio. Imploramos aos sequestradores para que poupem a vida dos restantes reféns. Tal como Jim, são inocentes e não têm qualquer controlo sobre a política do Governo norte-americano no Iraque, na Síria nem em nenhum lugar do mundo", escreveu Diane Foley na rede social Facebook. A administração norte-americana está a investigar a autenticidade de um vídeo difundido pelos 'jihadistas' do Estado Islâmico (EI) que mostra a alegada decapitação do jovem. "Agradecemos ao Jim toda a alegria que nos deu. Foi um extraordinário filho, irmão, jornalista e pessoa. Por favor, respeitem a nossa privacidade nos dias de luto que se seguem em sua honra", afirmou Diane Foley numa breve nota publicada na página do Facebook criada pela família para pedir a libertação de James Wright Foley. A porta-voz do Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca, Caitlin Hayden, explicou, horas antes, que os serviços de informação estão a trabalhar para determinar, o mais rápido possível, a autenticidade do vídeo difundido pelos 'jihadistas'. "Vimos um vídeo que pretende mostrar a morte do cidadão americano James Foley pelo EI. Se for autêntico, estamos horrorizados com a morte brutal de um jornalista americano inocente", indicou Caitlin Hayden, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, em comunicado.


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