quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Brasileira de 17 anos morre em atentado no Líbano


Malak Zahwe fazia compras com a madrasta em uma área comercial movimentada do bairro de Haret Hreik quando foi atingida pela explosão

Arquivo Pessoal
Jovem brasileira morre em atentado com carro-bomba no Líbano (Arquivo Pessoal)
 
Uma brasileira de 17 anos está entre as vítimas de um atentado que matou outras quatro pessoas em uma área comercial movimentada no subúrbio da zona sul de Beirute, capital do Líbano. A explosão aconteceu por volta de meio-dia (horário de Brasília) e formou uma grande coluna de fumaça no céu da cidade. De acordo com as autoridades libanesas, o ataque deixou mais de 50 feridos e muitos carros queimados pelo bairro. A região é reduto de apoiadores do grupo xiita Hezbollah.



Malak Zahwe nasceu em Foz do Iguaçu (Paraná) e se mudou para o Líbano quando tinha 13 anos. A jovem era estudante e morava com o pai, a madrasta e mais três irmãos. De acordo com Bahjat Zahwe, que é tio da jovem, ela estava em companhia da madrasta, que também morreu. As duas saíram de casa para comprar um vestido quando foram surpreendidas pelo ataque.
Depois que soube do atentado, o pai da adolescente tentou por cerca de duas horas e meia falar com a filha e com a esposa. Sem conseguir, ele começou a fazer buscas e as encontrou em um hospital da região. Os corpos das vítimas estão sendo velados em Beirute e serão enterrados amanhã às 09h30 (horário de Brasília). O tio lamentou não poder ir ao Líbano a tempo do enterro, pois não há voos para esta noite.
A explosão aconteceu no bairro Haret Hreik e teria sido provocada por uma pessoa que acionou uma bomba por meio de controle remoto, a partir de um carro em uma área próxima ao local. De acordo com autoridades libanesas, a natureza da explosão ainda não foi esclarecida, mas é provável que ela tenha sido causada por um carro-bomba.
O ataque acontece uma semana após um carro-bomba explodir no sul de Beirute e matar o político sunita Mohammed Chatah, aliado importante do ex-primeiro-ministro Saad Hariri, além de outras seis pessoas. Ele fazia oposição ao Hezbollah e ao regime do presidente sírio Bashar al-Assad.
Após a explosão ocorrida hoje, o ministro das Relações Exteriores do Líbano, Adnan Mansour, apelou por apoio internacional para conter a violência e cortar as fontes de financiamento e outros tipos de apoio a grupos radicais. "Todos devem trabalhar para conter as fontes de terrorismo. Caso contrário, esse turbilhão vai engolir a todos. O Líbano está sofrendo, todo mundo está sofrendo", disse ele à TV Al Arabiya.
ONU condena ataque – O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condenou a explosão ocorrida em Beirute. Ele pediu a cooperação de forças de segurança para frear a "profundamente preocupante escalada de violência" no Líbano. Ele manifestou suas condolências às famílias de vítimas do atentado, assim como seu desejo de rápida recuperação para os mais de 50 feridos.
Ban pediu que "todos os partidos políticos do Líbano atuem com moderação e ao povo libanês que esteja unido em seu apoio às instituições do Estado, particularmente ao Exército e às forças de segurança, enquanto trabalham para prevenir outros atos de terrorismo e salvaguardar a segurança do país". A ONU também ressaltou a necessidade de os responsáveis pela explosão serem levados à Justiça "o mais rápido possível".

Fonte: Estadão
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