sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Entre fatos e farpas, Mais Médicos encerra o ano no azul


Brasil, Dilma Rousseff

 Polêmico desde o início, envolto por discussões e debates, o programa Mais Médicos, do Governo Federal, encerra o ano de 2013 com mais de 6.600 profissionais atendendo aproximadamente 23 milhões de brasileiros.

O balanço foi apresentado na última segunda-feira (23) pela presidente Dilma Rousseff em entrevista ao programa de rádio "Café com a Presidenta". Os médicos trabalham na atenção básica de mais 2 mil municípios e em 28 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). A meta do Ministério da Saúde é chegar à março de 2014, com 13 mil médicos e cobertura de 45,5 milhões de brasileiros.


Lançado em 8 de julho pelo Governo Federal, o Mais Médicos destina-se a convocação de médicos para atuar na Rede de Atenção Básica (AB) de periferias de grandes cidades e municípios do interior do país, com vagas oferecidas a médicos brasileiros e estrangeiros.

Amado por uns, odiado por outros, o programa recebeu críticas dos mais diversos segmentos administrativos. O Conselho Federal de Medicina (CFM), desde o início travou uma verdadeira batalha com o governo, contra o programa. Fundamentalistas e partidos de oposição também integraram o cerco de reacionários. Para a oposição, o programa apresenta-se como ferramenta de cabide eleitoreiro. O CFM chegou a recorrer à Justiça para pedir a suspensão do programa.

Idas e Voltas

No início de outubro o CFM se disse até "satisfeito" com o texto aprovado na Câmara dos Deputados. Na ocasião, a entidade alegou que não pretendia brigar por mais mudanças. Pelo acordo fechado, o relator da Medida Provisória (MP) que regulamenta o programa, deputado Rogério Carvalho (PT-SE), aceitou algumas demandas do CFM, mantendo também intacta a maior parte do texto. Porém, dias depois, mesmo mediante acordo com líderes governistas, o órgão voltou a subir o tom contra o programa e o governo.

Audiência Pública

Convocada pelo ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), o programa foi alvo de audiência pública, com exposição de representantes de entidades do governo, do Ministério Público e da sociedade civil, a fim de se elucidar as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 5035 e 5037, que contestam dispositivos da Medida Provisória que instituiu o programa.

O ministro Marco Aurélio, relator das ADIs, afirmou que pretende liberar para julgamento, ainda no primeiro semestre de 2014, as ações que questionam o Programa. Quanto ao caso ser julgado nesse período, o ministro lembrou que há uma grande fila de processos na pauta para serem analisados, reiterado que é preciso se ater a celeridade da justiça.

Farpas

Em suas exposições em Audiência Pública, o presidente do CFM, Roberto Luiz d'Avila, disse que o Mais Médicos é feito por "profissionais de calça curta que chegaram agora e pensam que estão construindo o SUS". D'Avila disse que o comentário não foi pejorativo e nem direcionado ao Ministro da Saúde Alexandre Padilha, mas segundo o presidente, Padilha se sentiu ofendido e usou de ironia para tirar satisfações.

Em um diálogo rápido, Padilha havia lhe agarrado pelo braço e soltado que "da próxima vez, iria de bermuda para agradá-lo". A provocação foi o suficiente para que d'Avila desse uma resposta à queima-roupa: "não seria necessário fazer isso, apenas bastava adotar ações coerentes, que não desvalorizem o médico brasileiro."








Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/2013_12_26/entre-fatos-e-farpas-mais-medicos-encerra-o-ano-no-azul-2203/
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