quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Teste em animais.Você sabe como são feitos os testes de laboratório em animais?




Porquinhos-da-índia, camundongos, coelhos e macacos são os animais mais utilizados pelos cientistas para servirem de cobaias para testes de medicamentos, vacinas, cosméticos e até produtos de limpeza. Em alguns casos, cães, porcos e até baratas são utilizados. Os animais que participam das experiências são criados em viveiros chamados biotérios e geralmente são sacrificados logo após o estudo. Como você já sabe, os defensores dos direitos dos animais repudiam esses testes, afirmando que são cruéis e inúteis. No outro lado da história, os cientistas argumentam que, sem eles, os avanços da medicina seriam fortemente prejudicados.



Leia a seguir detalhes de alguns tipos de testes:
Coelhos
Sem título

Como cobaias eles medem os efeitos químicos da aplicação de cosméticos. O produto é pingado nos olhos do animal. Os coelhos são mais fáceis de manusear e têm olhos grandes, o que permite a visualização das reações causadas pela substância. Como os produtos podem causar dor, irritação e ardor, os bichinhos são imobilizados e usam suportes no pescoço. Isso evita que se mutilem arrancando os próprios olhos. Outro procedimento comum é o uso de clipes de metal nas pálpebras para manter os olhos da cobaia sempre abertos, o que ajuda na observação dos efeitos da droga que está sendo avaliada. O teste costuma ser feito sem anestesia e, como reação à substância testada, podem ocorrer inflamações, úlceras oculares e hemorragia. Em casos extremos, o animal pode ficar cego. No final, o coelho é sacrificado para análise dos efeitos das substâncias em seu organismo. Críticos do teste dizem que ele é inútil porque os olhos dos coelhos têm anatomia bem diferente da dos nossos.
Ratos
Novos medicamentos são desenvolvidos com base em testes em animais. Geralmente, a substância é testada em laboratório. No caso de uma droga contra o câncer, por exemplo, o pesquisador testa a sua eficácia numa cultura de células cancerígenas num frasco. Quando os resultados são promissores, passa-se à segunda etapa: os testes em animais. Camundongos, por terem um ciclo de vida curto e fácil reprodução, são utilizados nos experimentos. Antes de tudo, é preciso “infectar” o roedor com a doença. No caso de uma nova droga contra o câncer, isso significa fazer crescer um tumor, similar à cultura de células estudada em laboratório. Aí a nova droga é aplicada para comprovar a sua eficácia e toxicidade. Um estudo analisa como ela é processada pelo organismo – sacrificando o animal – e se tem efeitos na reprodução. Conforme os resultados, o desenvolvimento da droga é descartado. No caso de o teste for bem sucedido, o produto segue para a última etapa, quando será testado por pacientes.
Dose letal
Substâncias são injetadas no animal para determinar quão tóxicas são para os humanos. Uma sonda gástrica é inserida na garganta do animal para forçá-lo a ingerir a substância a ser testada. Macacos, por terem o organismo parecido com o nosso, são as cobaias mais utilizadas no estudo. A substância testada quase sempre provoca dor, convulsão, diarreia, sangramentos e lesões internas nos animais. Ela também pode ser inalada ou administrada por meio de injeções. O objetivo é saber qual é a dose máxima que o organismo pode suportar. Por isso, mesmo que a substância seja segura, é comum buscar uma concentração que leve as cobaias à morte. O estudo é feito em um grupo de animais e dura alguns dias até que metade morra – daí o nome LD 50 (sigla em inglês para dose letal 50%). Os que sobrevivem também são sacrificados. As substâncias testadas, geralmente, estão em produtos de consumo diário
Argumentos a favor e contra:
>> Cientistas dizem que sem os testes, as prateleiras das farmácias estariam vazias. Não haveria como criar novos remédios sem experimentá-los antes em bichos de laboratório. Os cientistas ressaltam também que seguem rígidos protocolos e códigos de ética que garantem o bem-estar e impedem o sofrimento dos animais.
>> A União Europeia aprovou, neste ano, novas regras que restringem o uso de animais em testes científicos. A medida é resultado de protestos de organizações que são contra tais experimentos. Os ativistas afirmam que os estudos são ineficazes e que drogas perigosas, como a talidomida , foram parar no mercado mesmo depois de testadas.

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