segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Putin aprova atividade do parlamento russo sobre situação na Síria


Putin


O presidente da Rússia Vladimir Putin aprovou a iniciativa do parlamento do país de enviar uma delegação ao Congresso dos EUA para discutir a situação na Síria, soube-se depois da reunião do líder russo com os deputados do Conselho da Federação e da Duma de Estado.
A contínua guerra civil na Síria ainda pode se tornar um pretexto para uma intervenção estrangeira. A liderança da OTAN não exclui uma operação militar de curto prazo, enquanto o presidente dos EUA Barack Obama, como se sabe, adiou ataques unilaterais contra a Síria até as consultas com membros do Congresso que voltam de suas férias em 09 de setembro. Os legisladores russos estão dispostos a aproveitar esta, provavelmente, uma das últimas chances de resolver politicamente a crise síria por dois principais jogadores no mundo – Rússia e EUA.

Recentemente, Vladimir Putin condenou veementemente as tentativas de Washington de usar alegações de emprego de armas químicas por parte das tropas governamentais sírias para justificar uma invasão no Estado soberano. Talvez, um diálogo entre os parlamentares russos e norte-americanos com apoio das chancelarias, retorne o processo em uma forma pacífica e construtiva.
Seja o que for, mas a presidente do Conselho da Federação russo Valentina Matvienko espera organizar rapidamente uma viagem de legisladores russos aos Estados Unidos e convidar os congressistas e senadores norte-americanos para Moscou para estreitar o diálogo que agora está bem embaraçado. Vladimir Putin avaliou esta iniciativa como "extremamente oportuna e adequada":
"Realmente para compreender-nos melhor, não temos outro caminho senão um diálogo direto e aberto, explicando seus argumentos e posições. Nossos colegas norte-americanos poderiam entender melhor em que baseia a posição da Federação da Rússia, ouvir nossos argumentos. Claro que ouvir a razão de nossos parceiros estadunidenses também será bem útil. Em suma, um diálogo entre os parlamentos, sem dúvida, será uma grande contribuição para o desenvolvimento das relações russo-norte-americanas."
Conforme relatou Valentina Matvienko, as sondagens de opinião pública nos EUA mostram que a maioria absoluta da população do país manifesta-se contra ataques à Síria. Neste contexto, a presidente do Conselho da Federação expressou suas esperanças que o Congresso dos EUA tomará uma posição ponderada e não apoiará uma solução militar sem provas convincentes, que agora simplesmente não existem. Matvienko solidarizou-se com a opinião do presidente russo que o conflito deve ser resolvido somente pacificamente:
"Nós compartilhamos sua posição que uma intervenção militar sem sanções e resoluções da ONU é inacessível, que uma violação da lei internacional é inadmissível."
O presidente da Duma de Estado Serguei Naryshkin lembrou que na semana passada, com apoio da imprensa, os parlamentares russos já enviaram uma mensagem a seus colegas estrangeiros para reconsiderar mais uma vez minuciosamente a situação na Síria. O principal é não tomar decisões precipitadas, acredita Naryshkin:
"Isto não foi inútil. Os parlamentos de vários Estados europeus ocupam uma posição muito ponderada e razoável. Acho que vale a pena efetuar um trabalho semelhante com legisladores norte-americanos."
Falta pouco tempo para organizar uma reunião de parlamentares russos e estadunidenses até que o Congresso dos EUA considerar a iniciativa de Barack Obama. No entanto, em Moscou acreditam que o Senado e o Congresso estão interessados nela, e por isso logo responderão à proposta da Rússia.

Fonte : Voz da Russia
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