sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Primeiro oricteropo russo nasceu e sobreviveu



Primeiro oricteropo russo nasceu e sobreviveu

No jardim zoológico de Ekaterinburgo está a ser criado um filhote de oricteropo africano (também chamado de porco-da-terra ou aardvark), que aí nasceu em fevereiro.
É um caso quase único, uma vez que esses animais raros quase nunca se reproduzem em cativeiro.
 O oricteropo não tem parentes próximos na natureza, sendo um animal exótico com um corpo de urso-formigueiro, orelhas de coelho, focinho de porco e cauda de canguru. No início deste século esteve à beira de extinção. Os zoólogos consideram que o nascimento de uma cria de oricteropo no zoológico de Ekaterinburgo foi uma verdadeira sorte. Se contam pelos dedos os casos de nascimento desses mamíferos estranhos em zoos.




Já no outono do ano passado, os especialistas do zoológico repararam que a fêmea, Baga, não se estava comportando da forma habitual. Eles fizeram-lhe uma ecografia e se confirmou que ela estava grávida. A gravidez foi seguida por dois funcionários e três médicos veterinários.
Antes e imediatamente após o nascimento, os tratadores e os veterinários estiveram de serviço por turnos durante 24 horas. Na jaula foi instalada uma câmara de infravermelhos para se poder detetar o parto a tempo e depois fazer o seguimento do estado da fêmea e do filhote recém-nascido.
Nos primeiros dias, os especialistas estavam preocupados com a sobrevivência do filhote. Este nem se punha em pé. Não era só o fato de os oricteropos terem uma grande dificuldade em se movimentar após o nascimento, o filhote estava também enfraquecido: ele tinha nascido um pouco antes do prazo. Ele precisou de um tratamento especial, pois o animal tinha nascido com pouco mais de 1.900 gramas.
De dia, a cria ficava com a mãe e de noite era recolhida pelos tratadores. Estes temiam que a fêmea pudesse esmagar inadvertidamente a cria, pois o oricteropo é um animal noturno e muito desajeitado.
 Agora a pequeno oricteropo já pesa 8 kg e cresceu até aos 90 cm. A progenitora alimenta-o sozinha. Parece que esse animalzinho exótico já se adaptou ao frio siberiano, apesar de o meio nativo dos oricteropos ser o calor de África. Segundo contaram os tratadores do jardim zoológico, o bebê está a crescer muito ativo e já tenta escavar uma toca, o que é normal nesses animais nas suas condições naturais.
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