segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Médicos russos realizam operação inédita ao coração de uma criança


Médicos russos realizam operação inédita ao coração de uma criança


Cirurgiões de Novossibirsk realizaram uma operação por um método inédito ao coração de uma criança. Os especialistas do Instituto de Investigação das Patologias Cardiovasculares Acadêmico Meshalkin eliminaram, pela primeira vez na prática mundial, uma patologia cardíaca congénita num coração em funcionamento com um método por eles especialmente desenvolvido. O jovem paciente regressou a casa restabelecido no próprio dia da operação.
Regra geral, os pacientes com esse tipo de deficiência cardíaca são submetidos a cirurgias complexas com utilização de circulação extracorpórea e paragem do coração. Os médicos de Novossibirsk não só evitaram isso, como nem realizaram cortes.
Como explicou à Voz da Rússia o conselheiro do diretor do Instituto de Investigação das Patologias Cardiovasculares de Novossibirsk Artiom Pukhalsky, “tendo perfurado o tórax com um instrumento especial, eles corrigiram o defeito do septo cardíaco”:
“Esta foi a primeira intervenção realizada com recurso ao procedimento torascópico (com perfuração do tórax) para tratamento do de uma criança. Os cirurgiões combinaram dois métodos de tratamento, tornando a operação menos traumática, com o máximo de eficácia e com a manutenção do aspeto cosmético, o que é extremamente importante para o paciente. Ou seja, passado algum tempo, a criança não terá qualquer sequela pós-operatória.”
Até essa operação, os médicos já tinham realizado mais de uma centena de intervenções em que os problemas cardíacos são resolvidos através de um corte de dois a três centímetros. Na Europa apenas se realizaram cinco dessas operações, das quais quatro foram feitas em clínicas ocidentais por cardiocirurgiões de Novossibirsk. Mas o Instituto de Investigação das Patologias Cardiovasculares não se deteve por aí e decidiu abandonar o bisturi por completo, referiu o Doutor Pukhalsky:
“Agora a mesma operação já é realizada sem o recurso ao corte. A novidade é que nos casos de patologias do septo interventricular não se realizam operações dessas. Nós perfuramos em zonas especiais, não parando o funcionamento do coração. O orifício do septo, que permite a mistura do sangue venoso com o sangue arterial, é tapado com um dispositivo especial. A criança é transferida uma hora depois da unidade de cuidados intensivos para a enfermaria, tendo a alta hospitalar ao fim do dia.”
A criança, que foi pela primeira vez sujeita aos milagres dos médicos de Novossibirsk, segundo relatou a sua mãe, nem se apercebeu que tinha sido operada. Essa cirurgia tem ainda outra vantagem, explicou o especialista.
“A operação permite eliminar não só os riscos cirúrgicos, mas também os riscos de infeção que existem nas operações convencionais. Quaisquer suturas criam a possibilidade de ocorrerem inflamações e infeções. Hoje nós evitámos tudo isso.”
Há muitas crianças com esse tipo de patologia cardíaca, essa é uma doença bastante vulgar. Anteriormente a clínica de Novossibirsk realizava anualmente 1.700 operações, não sendo possível aumentar este número devido ao tempo de recuperação de quase um mês. Agora, segundo o conselheiro do diretor do Instituto de Investigação das Patologias Cardiovasculares, o seu número poderá duplicar. Isso significa o tratamento de quase mais duas mil crianças por ano!

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru
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