sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Lugares espantosos de Moscou: hospital abandonado em que pessoas desaparecem



Lugares espantosos de Moscou: hospital abandonado em que pessoas desaparecem

Moscou sempre atraia a atenção de milhões de habitantes de nosso planeta. Com certeza, toda pessoa que decide ir para a Rússia, visita esta enorme megalópole. É do conhecimento geral que Moscou conta com inumeráveis monumentos arquitetônicos e lugares de interesse turístico, os quais simplesmente não se pode deixar de visitar. Mas agora não vamos tratar deles. Vamos referir-nos a outros lugares, os que mais vale evitar. Se você, claro, não desejar arriscar a própria vida...
Em qualquer cidade grande há lugares que gozam de má fama e inclusive famosos pelo desaparecimento de pessoas. O hospital abandonado de Khovrino, no norte de Moscou, é precisamente um desses tais locais. Alguns dizem que ele serviu de protótipo do centro médico recriado no filme hollywoodiano O Hóspede Maldito (Resident Evil), estrelado por Milla Jovovich, no qual se realizavam experiências com vírus terríveis; outros estão certos de que é o principal local místico da capital russa; e, finalmente, há também entusiastas
que insistem em ser um portal de entrada para o mundo paralelo. Seja como for, há uma coisa absolutamente incontestável: ao longo de muitos anos, multidões de curiosos são atraídos por esse lugar como as borboletas pela luz. E muitos deles, ao ingressar no hospital abandonado, já nunca conseguem sair, como as borboletas presas dentro de quebra-luz de uma lâmpada.
Eu passei toda a vida no bairro onde se encontra o hospital de Khovrino e sei que os moradores locais o chamam de “hospital assassino”. Por ironia do destino, o local que deveria servir para salvar vidas humanas, começou a matá-las. E no princípio foi assim…
No início da década de 1980, em Kovrino foi começada a construção de um grande hospital multifuncional. Um edifício de 11 andares deveria sediar o centro de saúde regional que possuiria 1.300 leitos, pessoal altamente qualificado e equipamento médico mais sofisticado. Contudo, os planos estavam condenados ao fracasso. Cinco anos mais tarde, quando todas as instalações hospitalares já estavam quase prontas, o projeto foi congelado por tempo indeterminado. Segundo a versão oficial, isso aconteceu por causa de erros cometidos durante a prospecção geológica ainda na fase de desenvolvimento do desenho. Posteriormente verificou-se que o solo não era suficientemente sólido, e o edifício começou a afundar pouco a pouco. No presente momento, o primeiro andar já se encontra completamete debaixo da terra e o porão todo está inundado por água.

O prédio do nosocômio não foi derrubado… Nos 28 anos subsequentes, ele se converteu não só em refúgio de satanistas, vagabundos e psicopatas, mas também em lugar de peregrinação de stalkers e fãs do turismo radical. Eis o que nos relatou um praticante do turismo industrial, Danila Veletsky:
 “Eu moro quase a dois passos do hospital de Khovrino. Quando peguei a paixão pelo turismo industrial, as ruínas de nosso hospital foram, naturalmente, a primeira instalação que examinamos com a turma. Para dizer a verdade, eu não sou rapaz temeroso, mas lembro minhas primeiras impressões como se fosse ontem. O percebia com cada célula de minha pele… Não sei como expressá-lo… Como se alguém me estivesse espreitando da escuridão. E o ar, denso e pegajoso, me deprimia pesando sobre todo o corpo. Por fim, uma energética negativa. Não, é claro que, eu não acredito em fantasmas hospitalares que protagonizam boatos e estórias locais. Nunca os vi. Os sem-teto, sim, às vezes os deparamos. Um par de vezes topamos também com os satanistas. Celebravam aí quaisquer cerimônias, com velas acesas. Pois, nada mais que isso. O edifício fica já bastante arruínado, os poços de elevador estão abertos. Ouvi falar que dentro em breve vão derrubá-lo. Espero que na verdade seja assim. Um conhecido meu morreu aí por dar um passo em falso e cair no poço. Em resumo, é um lugar sinistro. Eu não aconselharia ir para lá sem prévia preparação e equipe…”
Hoje em dia, o prédio do hospital permanece sob vigilância. O terreno foi fechado por cerca de arame, mas as multidões de curiosos em visitar a “morada do mal” moscovita não se esgotam com o passar do tempo. A despeito de tudo, as pessoas encontram ou abrem buracos no cercado para entrar. Porém, às vezes não consiguem encontrar o caminho de volta.
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