terça-feira, 6 de agosto de 2013

A tragédia de Hiroshima não se repetirá



A tragédia de Hiroshima não se repetirá

Em 6 de agosto, Hiroshima assinala os 68 anos do ataque nuclear. Precisamente neste dia, em 1945, os americanos lançaram uma bomba atômica sobre a cidade de Hiroshima.
A bomba de urânio de 4 toneladas, a que os seus criadores chamaram “O pequerrucho”, varreu a cidade da face da terra. Centenas de milhares dos seus habitantes foram incinerados em frações do segundo no furacão de fogo que arrasou as cidades, outros morreram mais tarde por causa das feridas e das consequências da contaminação radioativa. Três dias depois, uma outra cidade japonesa, Nagasaki, teve o mesmo destino. No fim da Segunda Guerra Mundial, os EUA resolveram mostrar ao mundo o poderio demolidor da sua arma nova. Note-se que isso foi feito em cidades que não tinham importância estratégica.
A partir de então, os arsenais mundiais de armas nucleares foram supridos com armamentos de novos tipos, cuja força destruidora supera muitas vezes o respetivo parâmetro das primeiras bombas atômicas. Será possível a repetição da tragédia de Hiroxima? A probabilidade de que as armas nucleares sejam utilizadas pelo chamado quinteto nuclear, – os EUA, Rússia, França, Reino Unido e China, – é muito pequena. Mas surgiu o perigo de que estas armas fiquem nas mãos de organizações terroristas, aponta o redator da revista Clube Nuclear Anton Khlopkov.
“O país mais duvidoso é o Paquistão. Apesar do progresso na esfera de segurança das armas nucleares que se deu neste país nos últimos anos, a situação política interna devido à instabilidade no vizinho Afeganistão não pode deixar de provocar inquietação. Cada um tem a sua própria verdade. Existe o exemplo da África do Sul que renunciou às armas nucleares. Mas na Coreia do Norte reputam que a arma nuclear é a única possibilidade de impedir a agressão militar”.
As últimas décadas confirmam que as armas nucleares dos países mais avançados já não são mais uma arma do campo de combate – são, antes, um argumento político, constata o redator da editora Pro Atom (Sobre o Átomo) Oleg Dvoinikov.
“Por enquanto, este é um fator de contenção. Mas as tecnologias tornam-se cada vez mais modernas e muitas pessoas possuem já os conhecimentos necessários para a fabricação de “pequenas bombas sujas”. É possível que elas sejam utilizadas por terroristas. Por isso, a Agência Internacional de Energia Atômica e os países mais evoluídos têm promovido um grande trabalho a fim de impedir a proliferação destas armas, controlar os armamentos e as novas tecnologias em que se utilizam materiais nucleares”.
Todavia, na opinião de muitas pessoas, a única garantia de segurança e de proteção segura contra o uso de armas nucleares para fins militares é a eliminação destas armas. Infelizmente, por enquanto, isso é impossível, reputa Oleg Dvoinikov.
 “Aliás, isso nem é necessário. Os maiores países que possuem hoje tecnologias nucleares, são um poderoso fator de contenção tanto nos grandes conflitos, como nos conflitos locais. Certamente, não pretendemos adivinhar o que acontecerá daqui a cem anos, mas durante os próximos trinta anos esta questão nem se discute”.
No entanto, a fim de resolver as complexas tarefas do desarmamento nuclear, é preciso colocar objetivos ambiciosos. Na opinião do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, os bombardeios de Hiroshima e de Nagasaki devem ser os primeiros e últimos casos de uso de armas nucleares.
← Postagem mais recente Postagem mais antiga → Página inicial
Postar um comentário
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...