terça-feira, 23 de julho de 2013

Dinheiro e felicidade




Parece que as “verdinhas” podem comprar felicidade, sim! Mas talvez não da forma como muita gente imagina. Em 2010 o psicólogo Ed Diener constatou que dinheiro não melhora o humor direta ou seriamente – mas pode melhorar a satisfação em relação à vida. Usando uma amostra da Pesquisa Mundial Gallup, o pesquisador coordenou uma equipe de cientistas que solicitaram a 136 mil pessoas de 132 países, participantes do estudo, que classificassem sua vida numa escala de 0 a 10 e respondessem a perguntas, revelando se tinham vivenciado uma série de emoções positivas e negativas no dia anterior.

Além do rendimento anual familiar, a equipe avaliou os artigos de luxo que os participantes possuíam. Também foram medidos fatores sociais e psicológicos, partindo de indagações como: Você foi tratado com respeito ontem? Você tem amigos ou parentes com quem pode contar numa emergência? Você aprendeu alguma coisa nova hoje? Você está apto a fazer o que faz melhor? Você pode escolher como passar seu tempo?

Os pesquisadores descobriram que o padrão de vida projetado sobre a avaliação geral da vida foi melhor que a previsão do balanço de emoções positivas e negativas. Por outro lado, ter as necessidades psicológicas atendidas produziu mais sentimentos agradáveis no dia avaliado. Assim, os artigos caros podem deixá-lo mais satisfeito, é verdade, mas não tornam a vida mais feliz. A empolgação de comprar um carro esportivo novo ou uma TV de plasma de 50 polegadas desaparece rapidamente, mesmo que você se orgulhe de ter um desses itens. A ciência comprova, assim, o que muita gente já desconfiava (ou tinha certeza): ter dinheiro ajuda, mas não basta.
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