terça-feira, 23 de julho de 2013

Cientistas criam exame de sangue para detectar depressão em jovens




Hoje, médicos e psiquiatras fazem o diagnóstico da depressão com base no relato dos pacientes sobre seus sintomas – o que é algo totalmente subjetivo, ainda mais porque às vezes a tristeza tem motivo (perda de um ente querido, fim de um casamento etc.) e nem sempre isso é levado em conta.Agora, pesquisadores da Northwestern University (EUA) desenvolveram uma opção que pode ser muito mais confiável: um exame de sangue capaz de diagnosticar a doença em adolescentes e diferenciar a depressão maior e a depressão maior combinada com ansiedade.O teste, desenvolvido ao longo de um período de mais de 10 anos, pôde identificar mais de 25 marcadores genéticos (mais precisamente, no RNA mensageiro) para a depressão com base em estudos com ratos gravemente deprimidos e ansiosos (pois é, os bichos também podem ter dessas).Estudos adicionais em seres humanos descobriram que muitos desses marcadores também são válidos para adolescentes humanos, e a combinação entre eles permitiu aos pesquisadores usarem o exame de sangue por si só para determinar com precisão quais dos voluntários estavam deprimidos e/ou ansiosos e quais estavam completamente sãos.Mas uma das autoras do estudo, a professora de psiquiatria Eva Redei, disse ao site FoxNews.com que o teste não deve eliminar as conversas entre o médico e o paciente para o diagnóstico. A ideia é servir apenas como um complemento.  “O teste apenas ajuda a informar. Queremos dar aos pacientes deprimidos – e existem muitos – a mesma chance que nós estamos dando para quem sofre de diabetes, hipertensão e outras doenças para as quais existem exames”, explicou ela.Vencendo estigmas Segundo Redei, a meta de longo prazo é não apenas fornecer aos médicos uma ferramenta para diagnosticar pacientes de forma objetiva, mas também remover estigmas relacionados à depressão.  Ela explicou que há um pouco de vergonha associada à doença: como até então nao havia um exame como os que existem para diabetes e coisas do tipo, os pacientes muitas vezes não encaram a depressão como uma doença de fato e se sentem culpados por nao conseguirem melhorar o próprio humor. Um exame de sangue comprovando que o problema está em parte enraizado na genética, fora do controle do paciente, pode ajudar.O teste também pode ajudar muito no tratamento da doença, permitindo entender por que alguns medicamentos funcionam para alguns pacientes e não para outros. “Hoje, mesmo os melhores psiquiatras não podem fazer nada mais do que prescrever de um a três diferentes tipos de medicamentos ou tratamentos baseados na experiência prévia e de tentativa e erro.
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